convém meditar sobre o tempo

O homem cresce querendo ser grande, maior, mais pronto. Uma ideia de unidade total, um gigantismo de espírito, sem tamanho. E tem medo.

O medo de um fim que não é o medo da morte, mas da volta ao começo. Sair ileso é não viver.

O que assusta é a ideia de ser criança novamente, vulnerável à inércia do mundo, ao vagar natural das coisas, de ser morto por uma flecha de memórias atravessando o peito.

Ser pego de surpresa na inexperiência de ser pronto.

Convém meditar sobre o tempo.

9 respostas em “convém meditar sobre o tempo

  1. entendi agora..
    o homem ter medo de ser soh..
    porque assumir a ideia de ser grande, assumir a busca diária do gigantismo de espirito, eh nao se apegar a ninguem, a nenhum dominio, nem dominio próprio nem do outro, eh estar soh e gostar de estar soh, o que eh bem dificil.
    eh, tambem, passar por toda tristeza e agonia, as vezes sem explicaçao, passar por tudo soh, sem dominios.
    na hora da tristeza costumamos chamar nossos amigos para beber e se divertir. mas porque nao o chamamos e dizemos:
    – ei veio, estou triste.
    e continuar o dialogo sendo sincero, talvez chorando, talvez sorrindo, mas sendo aquilo que realmente se está sendo, já que eh aquilo que acontece no momento presente, viver isso seria a verdade?
    ?
    isso eh nao inventar dominios.
    e isso eh ir em busca da grande coisa e aprender sempre e viver sempre funcionando na grande coisa, porque a grande coisa eh que somos seres socias e eh isso que funciona a gente, e vai fazer que quando a gente tiver velho sejamos pessoas massa, hehehe =).
    assim como dá banho no vô tem mais valor que quase tudo na vida, issos tambem.
    eh nóis.

  2. mas porque nao o chamamos e dizemos:
    – ei veio, estou triste.

    isso eh isso:
    O que assusta é a ideia de ser criança novamente, vulnerável à inércia do mundo, ao vagar natural das coisas, de ser morto por uma flecha de memórias atravessando o peito.

  3. oh a musica nova que eu fiz:

    caminho foi torto, sei..
    foi cavando um buraco..
    ainda falta um pouco de areia..
    um símbolo novo pro fardo..

    talhar a mágoa..
    esculpir o peão..
    doma-lo na corda..
    joga-lo no chão..

    agora contente, recreio..
    agora me faço, me leio..

    não importa o quanto se adia..
    ninguem nunca ileso saiu..
    como quando se nasce do abrigo..
    e separam-se pelo umbígo..

    o choro há de cair..
    para entender a alegria da vida..
    o choro há de cair..
    para entender a maravilha..

    o choro há de cair..
    eh doce a melancolia..

    (doce melancolia)

  4. Meninosvelhos cortando a vida em fatias pra ver a dor espiando lá dentro. Meninos velhos ensinando velhosmeninos a olhar pra trás sem doer, a equilibrar a maravilha e o terror de ser homem…

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