Lendo: Cultura Livre

Fazem umas duas ou três semanas que tou tentando me disciplinar a publicar um post por semana no mínimo. As ideias vem num fluxo maior do que esse período, mas como demora um pouco até concatenar tudo e transformá-las num post bonitinho que faça o mínimo de sentido, pensei no “projetooqueestoulendo” e trazer pra cá alguns trechos de livros que tenho lido, ou que já li, e que de uma forma ou de outra influem no que eu escrevo depois, como esse trecho aqui de Cultura Livre, do Lawrence Lessig:

   Nos próximos dez anos veremos uma explosão de tecnologias digitais. Tais tecnologias possibilitarão a qualquer um capturar e compartilhar informações. Captura e compartilhamento de informações é, obviamente, o que os humanos têm feito desde os primórdios da espécie. É assim que aprendemos e nos comunicamos. Mas capturar e compartilhar através de tecnologia digital é diferente. A exatidão e o poder são diferentes. Você poderia enviar um e-mail contando a alguém sobre uma piada que você viu no Comedy Central, ou você poderia enviar o clipe. Você poderia escrever uma dissertação sobre as inconsistências nos discursos dos políticos que você mais ama odiar, ou você poderia fazer um curta-metragem exibindo afirmações contraditórias destas mesmas pessoas. Você poderia escrever um poema para expressar seu amor por alguém, ou você poderia fazer uma colagem musical com suas músicas favoritas e disponibilizá-la na Internet.

Essa “captura e compartilhamento” digital é em parte uma extensão da captura e compartilhamento que sempre foram integrados à nossa cultura, e também é em parte algo novo. É a continuação da Kodak, mas destrói as barreiras das tecnologias do gênero. A técnica de “captura e compartilhamento” digital promete um mundo de criatividade incrivelmente diversa que pode ser fácil e amplamente compartilhada. E, à medida que tal criatividade se aplicar à democracia, será possível que uma vasta parcela de cidadãos utilizem-na para expressar, criticar e contribuir com a cultura que os rodeia.

A tecnologia nos deu a oportunidade de fazer algo com a cultura que era possível apenas para indivíduos em pequenos grupos, isolados uns dos outros. Pense em um velho senhor contando uma história para um grupo de vizinhos em uma cidadezinha. Agora pense na mesma história transmitida globalmente.

Tem tudo a ver com o post da semana passada, “A Imodéstia do Artista do Século”. Só pra contextualizar mesmo.

O livro tu pode procurar na internet ou acessar e baixar aqui na íntegra.

Uma resposta em “Lendo: Cultura Livre

  1. Pingback: Lendo: A Cauda Longa (I) | implosão do sentido

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