O disco inexistente do Wado

A melhor notícia da manhã foi o lançamento oficial do disco novo do Wado, o tão aguardado Samba 808. Vi no feice, baixei, ouvi e tá baita bom. Colaboram no disco o Alvinho Lancelotti, o Curumin, o Marcelo e a Mallu, Chico César e André Abujamra. E quando resolvi abrir o release que acompanha o disco na pasta zipada, descobri um manifesto. Ou, na verdade, só aquilo que tá na cara de todo mundo faz um tempão:

O disco inexistente

Aos amigos, compositores, parceiros, jornalistas e ouvintes.

Depois de cinco discos, dez anos de chão e afirmação confirmada de que fazemos isso mais por necessidade de expressão e realização pessoal que por questões de mercado, chegamos de Alagoas agora com este Samba 808.

Tem entre duetos e parcerias uma constelação: Zeca Baleiro, Curumin, Chico César, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, Fernando Anitelli, Fábio Góes, Alvinho Lancellotti, André Abujamra e Momo.

E minha querida banda: Rodrigo Peixe, Pedro Ivo Euzébio, Dinho Zampier, Bruno Rodrigues e Vitor Peixoto.

Depois de conversas com alguns selos nada pareceu muito justo ou recíproco nos interesses e optamos por extremar o do it yourself deste álbum: Estar em selo/gravadora servia para distribuição e para dar visibilidade, gravadora não tem dado visibilidade e distribuição… Os caminhos na internet têm resolvido isso melhor.

Este disco é um presente pra você.

Lançar ao mesmo tempo para o público e mídia foi nossa idéia, dando brechas para sorte e subvertendo as antigas prioridades do sistema de distribuição, que tinha como pré-requisito a aceitação da mídia e espaços comprados para a divulgação.

As músicas estarão editadas de forma tradicional para rádio, TV e demais mídias e irão gerar o direito autoral de praxe.

Existem outras questões também relativas a lançar o novo disco digitalmente apenas, no site, disponibilizando todas as faixas e encarte, um contador de downloads será nosso termômetro.

Desta forma poupamos um pouco de plástico e papel deixando o disco apenas como uma obra intelectual sem suporte fixo para se ouvir, o que já é a prática da maioria (e que economiza um tanto de outras tralhas, não haverá informação tátil, pensamos mais pra frente de ter uma prensagem como souvenir de show, isso é incerto), damos um passo adiante em muitas questões, podemos ter problemas com a falta dele físico, mas me parece bem coerente com a cultura do mp3 hoje e a natureza do disco nos anos 10 que estamos vivendo.

Aos blogueiros amigos, pedimos que postem/recomendem o disco apontando para o nosso site (http://www.wado.com.br/download/discos/wado-samba808-2011.zip) para que saibamos realmente quantos downloads foram feitos.

De ser o Samba 808 tocado com uma máquina velha reutilizada, de ser um refugo de tecnologia, é bem dentro do raciocínio. Baixa, deleita ou deleta, fofoca pros amigos que é bom ou ruim e convida os outros a clicarem neste borro de gêneros.

Wado

E além de distribuir gratuitamente no site, dá pra ouvir o disco inteiro no youtube. Sabe o lance da Cauda Longa? A “nova” economia, o “novo” mercado? A primeira música do disco define muito bem: “há um céu suficientemente grande para todas as estrelas que aí estão”.

Bom, de novo, dá pra baixar aqui.

4 respostas em “O disco inexistente do Wado

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