meu passarinho

Te sigo a duras penas, passarinho.
Foi o vento que me contou da tua miudeza, fez as folhas conversarem e abriu brecha pra ouvir o cochicho.
Passei horas no breu, esperando silenciosamente tu acordares pra te aprender.
Mas não consigo entender nada.
Subo o tom do grunhido pra falar com essa tua voz sem dono, e quando tu apareces me encarando, perguntando se entendi, eu chego mais perto.

Dessa vez tu voaste mais alto, pra não sufocar no meu concreto.
Isso é sinal de que ainda não entendi nada.

(talvez porque Drummond faria aniversário hoje.)

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