“o inacontecível, o intangível acontece” por Luara

e então. com o cuidado de quem tocaria a mulher amada na noite primeira, você pousa os dedos na tampa. sente o frio, sente o calor das pontas escorrer para a tampa azul e quadrada. te emociona tanto, que você ajoelha (nessa altura, os seus olhos já estão a ponto de escorrer). você não sabe o que esperar, a respiração erra. você olha com desprezo aquela luz pálida, gelada: agora você tem um tesouro inigualável em mãos. homem nenhum fez descoberta assim antes. você merece a capa do NYTimes. e sabe disso. você planeja comer quente, um pedaço. e o outro frio. o pote é pequeno, mas seu conteúdo não acaba jamais, você sabe.

e enquanto me falta pauta pra escrever aqui, vai um texto genial da Luara.

(a foto é daqui.)

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