“quem tiver de sapato não sobra”

Eu não sou muito ligado em moda, embora reconheça sua importância como vetor cultural e etc. A moda é sobrevalorizada cada vez mais, como a capa mais exterior da construção identitária. Mais importante que ela, só o perfil no facebook, se pá (blargh).

Hoje li uma entrevista curta com o Herchcovitch sobre o SPFW e achei interessante uma coisa que ele fala no final, saca aí:

E quem é sua cliente?

Eu faço a roupa e quem quiser compra, jogando a verdade, é isso. Já tentei fazer essa coisa de ” estilo da brasileira”, um certo padrão, mas não tenho mão para isso. Começo a fazer e sai outra coisa. Poucas marcas sabem desse gosto geral do Brasil. Isso não é um problema, pois o país é grande e há variedade de gostos. Minha marca conquistou seu espaço. Se minha roupa fosse periguete, teria mais clientes, mas não sei fazer. O lance é saber ajustar expectativas.

Peraí, mas foi isso que o Alexandre Matias do Trabalho Sujo falou sobre o mercado musical ano passado num evento em Florianópolis, o qual eu participei.

E dali saiu o título do meu post “reajuste de expectativas” e… ao que tudo indica, caminhamos pra uma implosão mermo. Como diria Sganzerla em “O Bandido da Luz Vermelha”, de 1968:

O terceiro mundo vai explodir, e quem tiver de sapato não sobra.

(a imagem acima é do colega Romeu SIlveira, que por acaso trampa(va) no FFW.)

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