“Tudo é um remix”

Ser criativo é ter referências.

Juntar um punhado de subjetividades individuais, aquelas peças que montam nosso repertório: cenas de filmes, frases de músicas, trechos de séries, histórias de avô. É assim que se monta uma obra, segundo Kirby Ferguson, produtor responsável pela série de quatro filmes “Everything Is A Remix” (o quarto chega no segundo semestre de 2011).

Copiar faz parte do processo criativo. Um descobre e faz, e aí cada um faz sua leitura da coisa de acordo com suas experiências, vivências e percepções. A partir disso cada cópia leva um pedaço de quem copiou, sofrendo adaptações, melhoras e deformações.

O Mini comentou na semana passada sobre não ser o primeiro a ter uma ideia. As ideias originais não são bem as primeiras, mas as derivações das mesmas. As peças da prensa inventada pelo Gutenberg já existiam, ele redefiniu as funções de cada uma e deu início à tal ~~Revolução Industrial~~.

Ademais, a cópia faz parte da metodologia de aprendizado humano desde muito tempo. O “fazer igual” disseminou o conceito da roda, da pedra lascada, do fogo, das ferramentas, etc. O “remix” é inerente à natureza (não só humana).

Fiquei sabendo da “trilogia de quatro partes” pelo blog da Box1824.

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pesquisa randômica

Pesquisando sobre SEO, web semântica e ontologias, tenho percebido que há um esforço por parte das empresas de internet em otimizar os mecanismos de pesquisa.

Essa otimização é fascinante, daqui a pouco você pergunta no Google “onde rola a feijoada do Pedrão” e cai direto no Google Maps com um link pro evento no facebook.

Mas e aí vem outra coisa:

Quando você responde uma pergunta direta e objetivamente você não está se robotizando, ou ainda, encurtando os caminhos do conhecimento?

Não é a mesma coisa que alguém te pergunta, só pra quebrar o gelo: “Você vem sempre aqui?” e você responde que sim e vai embora?

Às vezes a coisa mais legal de fazer uma pesquisa no Google é justamente encontrar resultados aleatórios e se perder em hiperlinks que você nunca imaginaria conhecer. Essa é a premissa do aprendizado na Wikipedia, por exemplo.

A ironia humana é que vai nos salvar ainda. Isso um computador não entende.