a publicidade que perdeu a graça

O que a publicidade fazia tão bem antes, hoje qualquer um pode fazer. Até um tempo atrás o remix de imagens era um dos artifícios quase geniais usados pra ~~persuadir o consumidor~~.

“Quase”, porque hoje essa é a linguagem corrente da internet. Como disse o criador do 4Chan em entrevista ao Estadão:

Um dos motivos que tornou o 4Chan multicultural desde o início é o fato de ele usar imagens como principal meio de comunicação. E imagens transcendem a barreira da linguagem e da cultura. E elas também são inclusivas, permitindo que todos possam entender sem precisar ter o contexto da linguagem.

Não tem nada de mais. Imagens como essa abaixo afloram aos montes no Tumblr.     E agora, como fazer?

“Publicidade? Onde?”

Pra pensar em publicidade é super necessário pensar nos movimentos anti-publicidade que rolam por aí, defendendo os direitos dos indivíduos “contra-todas-as-forças-do-mal-das-grandes-corporações”. Justo, não?

Mas não dá pra viver num mundo sem mercado, marcas e capital circulante. Não hoje, ainda. Logo, se você representa essas marcas no mercado, seria sensato tentar um equilíbrio entre essa “anti-publicidade” e a publicidade, certo? Nada melhor pra vender o peixe do que conhecer àquele que compra o peixe. E todo mundo é consumidor, então… o que eu não gostaria que uma marca fizesse?

O documentário The Corporation faz um ataque incisivo ao mundo das grandes corporações. Qualquer pessoa concordaria com o ponto de vista do filme, menos um publicitário. Não é o que deveria acontecer no mundo de hoje.

O documentário conta com participações especialíssimas, como Naomi Klein, Noam Chomsky, Peter Drucker, Michael Moore e Tom Kline, vice-presidente da Pfizer.

Tem pra assistir inteiro no Youtube, legendado. Mas vale a pena ir atrás dos extras no DVD, sérião.